reembolse-se

 

Vou deixando cair uma lasca de amor em cada esquina. O amor descascando em mim. Penso que talvez tudo se interrompa (esta nudez crescente e machucada) quando chegarmos, eu e ele, na semente dentro protegida. E eu que acreditara no amor como a rigidez brotante de uma semente dura, criada por uma natureza sábia, poderosa, evolutiva. Estou aqui, agora, a apanhar na carne viva (ainda), rodeada pela inexistência do mesmo amor que tantas vezes empiricamente diagnostiquei aqui, ali, acolá também. E assim, desaparecendo um pensamento (só meu) tão forte, que antes eu julgava ser a instituição inteira, penso eu se devo continuar buscando o que esta miragem tanto significava. Uma casa junto, algumas viagens, taças conversantes de vinho, algumas placentas pra mostrar ao mundo. E que merda é esta de ter placentas salientes na minha vista mental, pra quê isso de imaginar o mundo todo com bochechas de minha fabricação? Será que o amor das placentas também inexiste? Ora, ora, ser humana… donde foi que construíste tanta farsa? Que ponte é esta, tão bordada, que figura como caminho único da sua vida? Jogue-se na água; ela te espera (fria sim, porque você também não é feita de frescuras). Pule e comece o seu caminho, o seu, só seu. Cada braçada será uma chegada, e a endorfina vai te explicando tudo enquanto durar seu esforço. A endorfina pousando em cada papila gustativa…

 

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