o amor me belisca as pupilas

Ah! como eu quero essa casa construída aqui em cima de mim. em cima do que somos: tijolos. alinhados, sobrepostos. existe um cuidado de colocar, de como encontrá-los em uma união dura e pra sempre. quero observar. não sei se já mudei algum de lugar antes da hora. antes de vir aquela massa cinza que gruda tudo do jeito que está. ai, que medo, meu amor! que medo é este tão zonzo que puxa a gente pro chão? não sei como coloquei tanto amor nesse espaço entre as nossas mãos apertadas. esse espaço que nem sei se pode existir. eu não quero estar longe. dói. arde. e tem lágrima que nunca vi na vida querendo me cumprimentar no meio da rua. lágrimas me abraçando, me assustando, inconvenientes. eu preciso acreditar, não cabe mais mentira e frustração em mim. é amor de concreto, ou é demolição do vermelho que ainda me faz pulsante. desculpa, amor. desculpa esse desespero que sai de mim quando eu enxergo todo o nada que sou perto do que é você comigo. eu vou não chorar. vou não pedir. vou não desacreditar. eu preciso ir em frente com você. porque pra trás eu caio no infinito.

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