daqui ainda não te avisto. e o aqui nem me sente.

Deus, tudo deus, tanto deus. energia que guia minha alma, luz do meu espírito, GPS louco do meu coração. força, poder da natureza, maré, cosmologia. amor (divindade que mais me faz crença!). amor meu e do mundo, tende piedade do meu ser biruta. dessa mente que pra todo lado olha, por tudo se encanta, tudo quer e às vezes até perde as vontades todas , em queda livre – de angústia. tende piedade e orienta meus passos, desenha pra mim um querer com nome de profissão, com nome de cidade, ou só com o nome de um homem mesmo (um homem pra eu chamar de lar). guia-me, deus, amor, célula primordial e eterna! deixa-me ver o caminho, a ferramenta, a roupa que devo usar nessa missão interminável que sinto nem ainda ter começado. um preparo incansável, uma mala nunca pronta, pés calçados em botas resistentes de dor. vem meu deus colorido dizer pra quê foi que eu vim ser tanta célula junta e viva! sei que teu tempo é a resposta e que a ansiedade me fecha as portas pra enxergar. sei, mas quero logo mãos na massa fria. estou nunca pronta, mas vem visitar-me com flores brancas. vem soltar palavras despretensiosas pro meu ouvido faminto de sinais abstratos. eu te espero sentada na soleira da porta. espero no frio. tenho  dentro muito quente pra explodir em alegria quando eu te avistar.

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