uma existência é muita!

Cá está ele, este compreensivo compreendedor de mim. e nosso papo é bom, é papo de irmão mais velho de uma casa, com irmão mais velho de outra casa. compartilhamento de resmungos e chateações. eu não sei pra quê vim. não faço ideia. apesar de fazer ideias tantas, todo o tempo. vim porque me vieram, porque me gozaram. na logosofia posso entender significado. e tudo isso propõe mais auto-conhecimento. nem sei se aguento. é tão cansativo me conhecer mais e mais. tem tanta coisa que pode brotar se eu regar. sou fértil demais e útil de menos. sai sangue todo mês, sai lágrima pouca. mas não sai de mim a ideia. a promessa. a linguagem. mas ele, o Pessoa. ele que fazia notas pessoais e talvez por isso tenha conseguido ser. ele que anotou no diário mágico e consolador publicado e agora com ácaros . ele que escreveu coisas que eu só tusso, como estas: ” Doravante ver se estudo, trabalho, elaboro. As minhas angústias espirituais continuarão em muitos pontos; mas num cessaram, na busca de mim que, no âmago de tudo, me trazia irrequieto porque não me encontrara. Marinetti, tudo isso o grau superior de clown, mais nada.Associar-me menos com os outros. Deus esteja comigo. Devo frequentar a “sociedade”? seek love? _____?” Fernando Pessoa. escritos autobiográficos, automáticos e de reflexão pessoal.

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