Respira o aceite

 

Quase toda crítica grita uma autocrítica velada. Quase toda ela grita por um ele apenas. Quase todo todos quer reprodução. Quase todo sexo faz foto de bebê. Uma coisa que irrita pessoas em mim é que eu não choro tanto. Eu escancaro maternidade. E afeto. E uma auto-suficiência em máscara que nem sei onde comprei. Disfarce de alta qualidade que só a mim não engana. Cansa esta estorinha de mulher que fica feliz com furtividades. Furtividade é snack, ninguém se nutre só disso. Um dia quando eu entrar em casa e meu bebê gritar mamãe com um sorriso descarado, aí pode ser sim que a furtividade dos outros seres humanos todos seja um snack pra mim. Por enquanto quero acreditar na cumplicidade dos sexos e do sexo. Por enquanto supervaloriza quem quer uma casa aconchegante e uma mesa enorme pra grandeza dos almoços de família. Ridícula eu fico quando finjo que me satisfaço com leviandades. Quando finjo desdém e indiferença. Eu me importo sim, eu quero sim, eu amo! Amo tanto mais quanto menos falo. Amo tanto mais quanto menos precisa ficar aberto o diafragma pra fotografar meu olhar. Tem gente que empurra a gente pra dentro da gente mesmo. Isso é lição de vida!

 

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