Um poste cresceu até a altura da minha janela do trabalho. Os pombos pousam e se namoram pra me distrair.

 

Parece que eu estou pirando. Ficando doida, louca, insana, lelé da cuca, porra loca, maluca beleza. É como se eu tivesse cheirado algo entorpecente na noite de ontem, mas não me lembrasse hoje porque o álcool afogou na minha mente. Varreu pra debaixo do meu tapete mental. Eu posso ter feito várias coisas e me contaminado de outras tantas, a partir do momento em que me esqueci do ontem. Eu estou me sindrometizando de pânico em relação a mim mesma. Preciso muito exaurir essa necessidade de iluminação  deitada num quarto escuro, com roupa de cama cheirosa e edredon macio me fazendo massagem. A dor do mundo inteiro está me picando numa névoa de abelhas enxamadas. Eu estou voando pra muito longe de mim mesma e criando um personagem que não é meu, nem na infância. Isso de as pessoas escreverem sobre o que já observaram ou vivenciaram me deixa com medo de morrer absorta em teclados engolidores. Medo de um dia sentar pra escrever e não conseguir mais parar. Medo de psicografar, talvez.“- Seu Zezinho da manutenção de caixolas, conserta eu aqui, pelamordedeus! Não me deixa aceitar essas drogas de nariz e me faz ficar de mal de sexo sem amor de camisinha…”. Pode ser falta de sono na minha cama. Pode ser falta de carne no meu prato. Deve ser ressaca. Pode ser que passe até a hora do almoço ou pode permanecer. Pode também me atropelar pra sempre e não ficar nem um risco de giz me contornando no asfalto. Eu desconfio das pessoas que tentam dar nome aos acontecimentos mentais, assim como tenho preguiça daquelas que vivem se classificando por tribos, ideologias, religiões, estilos e maniqueísmos. O metabolismo do pensamento é muito íntimo e longo pra ser captado com olhos clínicos. É circunstancial demais pra permitir categorização. Eu estou tentando compreender porque me impressionou tanto a história sobre a escritora que fez um personagem de carne, osso e cabelo amarelo. E ele (a) me lembrou o Pequeno Príncipe, vê se pode! Quem é muito enrustido pode acabar surtando em atitudes suscetíveis de cadeia e é por isso que é saudável explodir quando ou vez.

 

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