“O mundo bem diante do nariz…”

Eu tenho algumas vezes parado pra pensar em como a gente combinava um com o outro. Em como nosso passeio de bicicleta podia ser harmônico e rotineiro. Em como nossas viagens poderiam ser bem recheadas de mordidas gastronômicas e não tão gastronômicas assim. Pode ser porque acabei de chegar de uma ilha cheia de mato, onde tive oportunidade de ganhar maravilhosas paisagens com o suor de pés em trilha e com a curiosidade de um coração desbravador.  A toalha pequenina que cabia na mala tinha seu nome bordado com K, por engano. Eu mal desfiz a mala e já sai saltitante por uma pedalada no Aterro, o que tem ocorrido diariamente após o trabalho. Isso me fez pensar de novo. Pensar em como aquela fase minha era cruel e ingrata. Não apenas contigo, mas principalmente com minha própria necessidade de alegria e de leveza. Eu sei disso tudo e também de como me fez falta ouvir música tantas vezes ao dia quantas fossem 10% do que você costuma e precisa ouvir. Está certo. Já estava. E agora devo confessar que mal chego em casa e já ligo meu som E tenho necessidade de descobrir novas bandas e de escutar várias vezes outras que já me cativaram. Hoje eu conheço e reconheço a massagem que a música faz na alma. Mas nem posso te pedir pra me perdoar pela minha ignorância de outrora, se a mais magoada é quem falaria as tais desculpas. Outra confissão desconcertante é que só agora estou ouvindo de verdade um cd intitulado “dias sem xuxis”. Talvez eu já tenha ouvido antes e é provável que naquela maldita época eu liguei a música mas acabei me concentrando nos estudos para não “perder tempo”. Que ganância de tempo, néh?! Mas não seria somente uma forma de te dizer que eu precisava de uma perspectiva nossa junto em dias-feira, uma maneira desesperada de mostrar pra você e pra mim mesma que a gente tinha que trabalhar duro pra isso acontecer – uma vez que a distância agora se aliara à equipe adversária?! Tudo bem, mais um tanto de confissão metralhada: sou viciada em android, adoro facebook e gmail, aliás adoro tudo que o Google tem de parto cesárea. Acato a tecnologia e me aproveito dela. Enfim, eu não sei porque a vida foi amolecendo e amassando nosso amor e nossa cumplicidade. Só sei que tudo que eu fiz foi te querendo feliz e realizado. Você conhece meu coração e acho que entende minha bondade quase obsessiva. Também minha preocupação chata com outras pessoas que eu amo. Você parecia admirar isso e talvez tenha sido esse o segredo pro nosso relacionamento ter sido tão profundo em tão pouco tempo. Eu não quero nada com isso tudo que estou escrevendo senão te mostrar que você foi e é muito admirado e querido. E se eu disser que tenho saudade de te encontrar num abraço apertado de aeroporto também não significa que gostaria de te ver pousando aqui novamente.  A idéia de saber que você está feliz e encontrou uma pessoa legal já mata minhas saudades e vontades todas. Mas é engraçado que quanto mais eu cavo o buraco da vida, mais as coisas de alma e de espírito me fazem compreender (de uma maneira inexplicável) a passagem de cada pessoa na minha vida. E eu tenho muito orgulho de dizer que tem elemento químico seu na minha composição serena de agora.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Tá na hora do cuco sair de casa!. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s