Permaneça na janela

 

O sonho dessa noite mal dormida não foi de interpretações psicanalíticas. Freud se sentiria desempregado diante da clareza das suas palavras e da certeza do seu olhar. O fim do dia de ontem foi mais auto-suficiente que a gente e isso é recorde muito mundial. Pobrezinhos permanecemos das conchinhas de beira de lençol. O beijo que eu ganhei aqui – deitada  e sozinha na madrugada subconsciente -foi um beijo de “meu amor, tô saindo com teu pai pra resolver coisa de homem e já volto”. Inibição sexual pode vir de excesso de imagem paterna enxergada nos homens. Você continua previsível e doloroso. Eu quero sim te beijar e enroscar minha perna na sua sem roupa nenhuma no percurso. Você me sabe e continua me salivando. Nosso caso pode ser mais kármico que vivo e aí não adianta pegar jacaré em onda eterna. Tem que ficar de olhos fechados, corpo esticado pro sol. E se sentir galho de árvore  sendo carregado pro caminho divino.  Eu estou vivendo o presente de grego que você me dá depois de todo passado nosso e antes de futuro algum. Tinha uma pergunta sobre o que você acha da depressão e qual seu grau de envolvimento com ela. Não perguntei na hora porque podia caber sinceridade intrusa ou parecer ciúme bobo. Mas saiba que eu sou toda ouvidos pra beijo seu. E colo e ombro pra sua lágrima escondida.

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