Anima um cineminha?

“Eu como telas vivas pintadas ao vivo nas ruas

Vomito depois aqui

As cores das pessoas mudam um pouco no meu estômago”

Eu escrevi isso há uma semana e agora parece que encaixou no meu momento Fellini. Um filme pode mudar de cor sem que a gente perceba. Mas a gente sente porque nossos olhos são sentido. Um filme pode ser mar e fazer a gente ver mar tendo só plástico e luz. Mas a gente nada no mar porque a luz penetra a água. O cinema sabe que tem o dom da sinestesia ambulante e crescente. Ele sabe que pode mudar dimensões e conversar com a alma através do corpo, sem dar um piu. Eu nunca vou saber tudo o que ele quis com cada milésimo de cena. Ningúém nunca entende muita coisa além do nome das cores.  A explicação nunca vai alcançar a linha de chegada, porque ela é a looser mais interdisciplinar que inexiste. Eu continuo sem saber me comportar diante de alguém que me entenda em alguma proporção palpável. Eu continuo me sentindo na obrigação de dormir toda vez que me  pego sonhando.

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