Colo

Quando eu penso que chegou a vez do meu pranto, do meu suspiro, do meu dengo

Quando eu já engoli tanto o choro

(e ele abre a porta pra fugir de mim)

Quando eu movo os lábios pra pedir meu tempinho de colo

(o tempinho merecido por tudo que já enfrentei silenciosa e sozinha)

Quando eu me permito a etiqueta de FRAGIL, em cores gritantes

Quando eu penso que achei o socorro materno, e caio a cabeça em seu ombro

Quando eu estou quase lá na cascata, quase a desabar…

 Aparece ela , a vida!

Toda aflita e toda mais justa

Atrofiada, cicatrizada, manca

Aparece a danada, tão mais vivida

Pedindo um colo ainda maior:

O meu, sempre a postos e sempre tão vazio

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2 Responses to Colo

  1. Angelina diz:

    e eu querendo tanto e sempre te oferecer o meu…
    e tu, tanto e sempre querendo me dar o seu…

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