Do trem

Eu sou um bocado de tentativas

Ainda não frustradas

Um dia inacabadas

Tanta gente nem sabe tentar

Eu pelo menos já sai do papel

E no papel continuo me tentando com veemência

E assim pretendo me consumar

Em escritas diariamente infinitas

Resignada com a inexistência

De palavras que também não ouso inventar

Compreensiva com o silêncio

Indesejado de mim e do mundo

Sou uma menina-moça

Que adora o trem passando veloz

Sobre o trilho a beira-mar

Observar os barquinhos descansando

E perdoar as centenas de quilômetros por hora

Que não me deixam sentir o seu calmo balançar

 

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