Não perturbe

Oh, consciência das contas! Vê se me deixa; não quero estudar agora… Fugi das exatas, me agarrei às humanas, mas parece que não saí do lugar. Você me acompanha como uma boba. Deixa-me um pouco no sonho. Das leituras sem hora, das leituras sem tema, das releituras senhoras. Os cálculos não me apetecem, tenho gosto por palavras sem números. Números são tão sem semântica… Ai, consciência das contas! Deixe os minutos passarem velozes. Que se danem editais publicados, livros recomendados, cursos massificados. Esta leitura que me impõe, eu até como, obediente, um dia. Não degusto, é só nutrição de células, que não alimenta a alma. Por isso ou é sobremesa ou prato de entrada. Vou estudar minha própria disciplina, apostilar minha existência, enaltecer minhas obras, reler placas e setas seguidas. Até a escravidão desta independência, aflita e financeira. Um dia eu descubro o meio do caminho. E chuto esta pedra!

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One Response to Não perturbe

  1. Angelina diz:

    Esta é uma das minhas favoritas….cria minha, como , na minha pequenez, conseguistes criar tão grande?

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