Ménage a trois

Meu bem,

temo que não me encontres mais

quando voltares e se

 

De tanto esperar, me fundi à saudade

 

Eu, que a tinha como confidente fiel e eterna

e admirava seu dom divino

de lapidar no distante a perfeição

 

Seus nódulos de dor constante

diluíram-se em metástases

de um prazer que me penetra toda

e não me deixa ao final que não há

 

Deu-se o estopim do meu fim trágico

estavas ainda ao meu lado, segundos antes do tchau

 

Um beijo irresignado de adeus

provocou-me a sumir em insights

Ora tu, ora eu, desfocados do nós

 

Procurei nem pensar

Queria-te um ido belo da liberdade

com o arbítrio do voltar querido

 

Procurei não olhar

As fotos tatearam-me insanas

ampliadas no platônico insistente do zoom

 

Procurei não chorar

As lágrimas irromperam desobedientes e cínicas

derreteram o forte

e deu-se a fatídica liga

entre ela e o eu

 

Voltes logo, rogamos

Preencha-me nas chegadas

Alcança-me saudosa nas saídas

Confundindo-nos os três loucos

Num perfeito gozo de pura indecência

 

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s