Lembrete

Minha memória é mesmo uma incompetente.

Preciso de lembretes, com alarme, para quase todos os meus compromissos.

Os meus comigo, inclusive.

Preciso que me lembrem o que eu gosto de ouvir, o que eu quero comer no jantar e fazer no fim de semana. 

Que me lembrem quem já me amou, me roubou,  me traiu, e com quem.

De pequenas cicatrizes a amputações, esqueço-as todas.

Mas tenho fé que a escrita, se não me curar, um bom paliativo há de ser.

Arma potente para um refém solitário das próprias ideias.

Posso te pedir um favor?

Todo dia, de manhã cedo, me lembra como é inesquecível fazer amor com você?

Porque da proibição da próclise no início da oração, disso eu me lembro para sempre, mas me perdôo.

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