freedom has my taste

hoje

talvez ontem

ou ultimamente

voltei

tenho voltado

estou voltando

a mim

pra mim

eu

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tatú pérola

 

e percebi que fico ridícula tentando esconder minhas dores

(ridículas, tão ridículas, mas tão minhas, dores!)

 

escondendo soterrei, e soterrando fiz la(r)va

queimo, queimo, corroída por dentro por la(r)vas made in myself

 

se lágrimas pudessem ter sido (e fluído), borboletas voariam

como tampei, la(r)vas!

 

só la(r)vas me são

 

enquanto não derrete a menina que chora lavas e larvas (pra dentro),

o resto do mundo não vê lágrimas

e borboletas morrem queimadas antes de serem (borboletas ou larvas)

 

pensa o mundo, confiante, que onde tem esta fumaça não tem fogo

 

mas tem!

e tem r onde a gente quiser errar

 

 

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Digestão

A vida se come crua, assada, frita… até perdida a gente come a vida!

Enquanto eu engulo, mastigo, digiro (não sei onde estou) os sentimentos todos destes últimos meses, vou começar a colorir comida!

Ainda avessa a classificações, e pra deixar o espírito criativo à vontade nas mais diversas linguagens, o prato do dia passa a ser a minha mente.

(enganei o bobo; a tireoide é só tira-gosto!)

Mais fartura, impossível.

Bom apetite!

Tira

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o escuro do verde

Tenho achado doce

a rúcula

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as coisas que se acontecem

– que era comprovado que a amígdala está muito relacionada com os sentimentos mais primitivos do homem. medo, prazer, etc.

-nossa! ainda bem que não aceitei fazer a cirurgia pra retirar as minhas (eu, feliz de me pensar mais primitiva por causa das bolinhas vermelho-rosadas)

risos muitos.

-não são estas amígdalas! kkkkk!

neurocientistas conversando sobre partes do cérebro.

o meu com estímulos desengoçados incansáveis.

amígdala acorda após sono profundo, sedenta de escrever no modo touchscreen

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oncotô

o GPS me sabe mais

que você, meu amor…

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tem faltado coragem e sobrado dor

apertamento de dentes. maxilar sobrevive, este forte único mordedor de mim. sirenes viraram cantiga de laborar, a toda hora são empurradas janela adentro. caem sobre meu colo, e eu tenho que continuar escrevendo juridiquês como se nada mais palpitasse. pessoas parecem não ouvir as sirenes, parecem não se afetar. nada dói nas pessoas tão acostumadas com excesso de som, de plástico, de maquiagem, de ódio. pessoas assistem cenas de boxe enquanto jantam. o lutador também usa placa pra proteger os dentes dos socos, enquanto as pessoas no restaurante mastigam outros tipos de sangue. esqueceram de me aplicar o anestésico quando fui nascida (porque a língua portuguesa põe a culpa em mim? nego!). vai ver fui eu mesma, esta que ousou nascer pensante, vai ver fui eu que ajuntei tanto dor pra sentir aqui dentro depois de digerir o fora. uns dizem que é preciso coragem. outros acham que equipamentos de proteção individual podem neutralizar a exposição a agentes maléficos. eu continuo palavras a tapas. e me embebedo de deseperança nas pessoas.

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